Crianças e tecnologia: Qual o tempo ideal de tela ?

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Com o avanço tecnológico muitas crianças tem dedicado bastante tempo com os olhos na tela dos celulares, TV’s e tablets, por exemplo. Entretanto quanto tempo de tela é o ideal para as crianças? Para entender isso precisamos falar sobre a saúde das crianças, continue lendo para entender.

Crianças e tecnologia: Saúde Infantil

Se você perguntar pra um desconhecido quando que começa o acompanhamento de saúde da criança certamente escutará as mais diversas respostas: Na primeira semana de vida, quando a criança ficar doente, quando for tomar a primeira vacina, com um mês de vida entre outras.

Dificilmente escutará, até mesmo de médicos, que na verdade um dos períodos determinantes da saúde do seu filho ocorre enquanto ele ainda está dentro da barriga da mãe e já é aí que devemos nos preocupar com seu bem estar.

Por exemplo, um dos pontos mais importantes do pré-natal é a detecção precoce de infecções potencialmente prejudiciais para a criança e que podem ser tratadas, diminuindo os prejuízos futuros.

Entre as mais conhecidas estão o HIV, que se bem manejado diminui quase 96% a chance de transmissão de mãe para filho, Sífilis, que se não for tratado pode gerar sequelas graves ou até mesmo levar a óbito, e Toxoplasmose, que pode levar a diversos problemas para a criança, inclusive deficiência visual grave.

Crianças e tecnologia: Alimentação

Estudos também sugerem que a alimentação da mãe durante a gestação interfere na probabilidade da criança desenvolver doenças como hipertensão e diabetes. Finalmente cabe ressaltar que um pré-natal adequado ajuda a evitar as causas de prematuridade evitáveis e consequentemente as várias complicações associadas a essa situação.

Dessa forma, um pré-natal bem feito tem um impacto imensurável na saúde da criança, sendo fundamental para o futuro do paciente nas mais diversas esferas.

Uma característica atual da pediatria é que nós estamos tentando ser menos “chatos” e mais compreensivos com as dificuldades dos pais com relação a um mundo de mudanças, dando maior poder de decisão para os cuidadores de acordo com a realidade em que vivem.

Um bom exemplo dessa mudança de postura são as recomendações atuais da Sociedade Americana de Pediatra com relação ao tempo de tela que as crianças são expostas diariamente para fins de lazer.

Crianças e tecnologia: tempo de tela

Antes as recomendações eram de certas forma rígidas com a recomendação expressa de não existir exposição a qualquer dispositivo eletrônico do tipo até os dois anos de idade e após essa exposição ser limitada a apenas 2 horas diárias de programas de alta qualidade.

Atualmente a recomendação é:

  • Nenhuma exposição antes dos 18 meses de idade.
  • Dos 18 meses aos dois anos cabe aos pais decidirem se querem realizar um introdução “precoce”, limitada a uma hora diária de programa de alto valor educativo e sempre acompanhados dos pais para explicar o que as crianças estão vendo.
  • Dos dois aos cinco anos, segue a recomendação de exposição de no máximo uma hora sob supervisão dos pais.
  • Crianças com 6 anos ou mais devem ter limites consistentes quanto a quanto tempo podem praticar esse tipo de atividade, de acordo com o bom senso dos pais.

Em nenhuma idade o tempo de tela deve “roubar” o tempo de estudos, atividade

física ou do sono dos pequenos. Além disso, atividades que prezem pela criatividade devem ser sempre mais valorizadas.

Outro ponto importante a se destacar é de que além de se limitar o tempo, é importante também estabelecer “momentos livres de tela” como a hora de jantar e “locais livres de tela” como os quartos das crianças.

Assim, com conhecimento científico baseado em evidências e bom senso, podemos chegar a soluções mais personalizadas e menos rígidas, sem prejudicar a saúde das crianças.


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